Avançar para o conteúdo principal

As coisas que me passam na alma....

 Hoje passei mal a noite, acordei e dormi e acordei de repente, com um salto na cama e do nada, lá fiquei sem sono... Muito tempo sem dormir e sem saber o que fazer...

Sentia a tua falta. Sinto demasiado a falta daquilo que nunca foi meu. E no meio do nada comecei a convencer-me de que tenho de seguir caminho, mas como..... não consigo, cada vez que tento, fico como que hipnotizada e as emoções falam mais alto. Não sei o que fazer, não sei como respirar, não sei como seguir o dia sem te ver. E custa tanto....

Não consigo entender o porquê... Saber que há vontade, mas não há querer, saber que há desejo e lágrimas, mas não há ação. tu não dás o passo necessário na minha direção, embora os teus olhos digam que queres, o teu corpo pede-me, mas a tua mente luta....

Por muito que tente, hoje estou mesmo mal...

Não sei o que fazer para sair da sensação de tristeza que me assola.

Por mais que pense em coisas boas, nada parece valer o suficiente para me tirar deste marasmo...

Nada é suficiente...

E na hora do almoço, sai para dar uma volta e várias pessoas me cumprimentaram, homens essencialmente, e uns até que eu nem conheço, e lá fui eu dando boa tarde e acenando com a cabeça, como sinal de respeito e de reciprocidade. Mas nenhum deles era o que eu queria cumprimentar ..

Nem sequer o facto de me sentir desejada e dos homens olharem para o meu decote foi suficiente para me deixar com um sorriso na face.

Ninguém chega a ti... nem o meu corpo me deixa pensar contrário....

Todo o meu ser me pede por ti. Todo o meu corpo me diz que és tu.

Não sei mais que fazer...

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Há dias...

Há dias que mesmo tendo tudo, nada temos! Há dias em que a tempestade envolve as emoções e tudo o que sentimos é o vento e nada mais. Aquele vento bem forte, aquele frio que nos bate e nos chega até à alma! Nada nos consola, nada nos aquece, tudo se transforma em cinza e depressa um furacão se abate sobre nós! Desse dia só restam as folhas no canto da estrada, uns destroços jogados ali junto à berma. Depressa, um turbilhão de ideias jogam-se e misturam-se bem lá de cima e nos atingem com uma força incrível que desmorona quase até aos pilares da nossa existência. Aí, tens de escolher e não há espaço para dúvida: tens duas opções, ou cais na tempestade ou vais à procura do Sol. O caminho não é fácil, quer de um lado quer do outro, mas a vida é mesmo assim, abana tudo à tua volta para que a sintas e do nada, tens tudo e do tudo, nada tens! Agarra a oportunidade e escolhe o caminho a seguir. Nem sempre vai ser fácil, e por vezes as tempestades serão grandes na tua vida, mas acima de tudo v...

Quando me lembro de ti!

Quando me lembro de ti, um sorriso se me preenche o rosto e acabo por divagar no mundo dos meus pensamentos. És como um antídoto para um vírus, curas as minhas angústias e deixas sempre aquela sensação de felicidade passageira que me aquece a alma e o coração! Na senda de algo fora da rota, que me faça levitar, és o degrau mais alto. Desejo-te agora, sem te querer verdadeiramente. Só o desejo. Não obstante tenho medo de querer e depois perder! Desejo agora, ontem e amanhã, com todas as minhas vontades mais obscuras! É um querer com a força dos sonhos, sabendo que o sonho completa a vida e desafia a ser mais, a crescer, a lutar por algo mais além! És como aquilo que não se pode ter, mas que se deseja a vida toda e no entanto, estás aqui. À distância de uma mensagem, à distância de um encontro, por assim dizer, à distância de um momento! Quero-te sem nunca ...

Liberdade, onde?

Andava eu a passear e dei por mim a olhar para as gaivotas. Quem me conhece sabe que estou bem é ao pé do mar ou não vivesse na Madeira. Do nada comecei a pensar no seu voo e nas correntes de ar que influenciam o seu rumo. Há bem pouco tempo que quis aventurar-me no parapente e fiquei a perceber que as correntes de ar quente ou frio influenciam o voo, do parapente, mas obviamente dos pássaros. Deixei-me estar e segui a trajetória de uma gaivota. Esbelta, sozinha, esplendorosa, la ia ela a desafiar o pouco vento que se fazia sentir e de repente comecei a pensar onde iria ela. Será que tinha um objetivo? Um trajeto mental e invisível traçado? Ou será que tinha liberdade para escolher o seu próprio percurso? Será que existe uma hierarquia na revoada? Não sei, não obstante, é daqueles temas que não irei perder muito tempo, mas se oportunidade houver lá estarei, pois, o saber não tem limite. Neste momento esguio, olhei em frente e a minha mente transferiu este simbolismo para a sociedade. V...