Do
nada comecei a pensar no seu voo e nas correntes de ar que influenciam o seu
rumo. Há bem pouco tempo que quis aventurar-me no parapente e fiquei a perceber
que as correntes de ar quente ou frio influenciam o voo, do parapente, mas
obviamente dos pássaros.
Deixei-me
estar e segui a trajetória de uma gaivota. Esbelta, sozinha, esplendorosa, la
ia ela a desafiar o pouco vento que se fazia sentir e de repente comecei a
pensar onde iria ela. Será que tinha um objetivo? Um trajeto mental e invisível
traçado? Ou será que tinha liberdade para escolher o seu próprio percurso? Será
que existe uma hierarquia na revoada? Não sei, não obstante, é daqueles temas
que não irei perder muito tempo, mas se oportunidade houver lá estarei, pois, o
saber não tem limite.
Neste
momento esguio, olhei em frente e a minha mente transferiu este simbolismo para
a sociedade. Vivemos numa sociedade dita democrática e livre. Pois é, diz o estatuto
e a Constituição. Mas, liberdade e democracia tem muito que se lhe diga. Somos
todos livres e o princípio é muito bom, quando aplicado, todavia, será que
alguma vez seremos mesmo livres?
Será
que as nossas escolhas e opiniões não são passíveis de influências externas e
de ondas e movimentos? Pergunto-me muitas vezes se as escolhas feitas são mesmo
o que as pessoas queriam, e não, não falo de boas ou más escolhas, mas por
várias vezes tenho assistido, muitas vezes, a escolhas condicionadas. Então
pergunto, onde está a liberdade? Onde se encaixa a democracia de um país livre?
Onde se enquadra a liberdade?

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