Não leva a lado nenhum sonhar, dizia uma voz quando eu era pequenina.
Eu, sempre fui do contra. Contra a vontade de estagnar, de resignar-se, de aceitar. Claro que coisas há que são peremptórias e impreterivelmente temos de as aceitar. E essas, nem vale a pena pensar muito nelas, se, não dependem de nós e não as podemos mudar ou influenciar. Sofrer por antecipação é o mesmo que pedir chá quente com uma pedra de gelo, já sabemos o desfecho - o gelo derrete e o chá fica insosso.
Sempre quis mais e sempre lutei para ter mais. Não estou a mencionar coisas materiais, mas antes, feitos e certos objetivos a que me propus. E quero sempre mais, crescer como pessoa, ser mais como pessoa e fortalecer a minha personalidade. A verdade é que é através dos sonhos que, pouco a pouco, vou subindo degraus.
Uns trouxeram-me amarguras e momento difíceis, mas a maioria só me fez alcançar coisas boas. Quando sonho, o meu ser se torna mais leve e a minha mente divaga pela perspectiva do "pode ser", "sei que vou conseguir, será mesmo"?
A verdade é que aos poucos vou transformando em realidade as utopias da minha mente. Devagar, vou subindo degraus e cada dia tem um foco naquele rumo traçado na minha mente, mesmo contra a direção da maioria.
Isso leva-me ao problema da incompreensão, muitas vezes, preciso de um ombro amigo e nem sempre ele está lá para mim. Nem sempre me compreende, aceita ou entende os meus ensejos. Nem sempre posso ser eu ou falar sobre as minhas emoções, sentimentos e vontades, pois a incompatibilidade com a maioria deturpa a ideia do normal e sem que haja lugar a explicação, lá vem a estupefação da diferença e a certa admiração pela resiliência em tais atos. Já faz parte de mim a frase: "oh, não sei como consegues", "mas não tens medo?". "Eu não o faria", ... Entre outros. Quero muitas vezes acreditar que marco pela diferença e não ouço o lado da crítica ou do julgamento. Na minha vida optei por não ver esse lado, não quer dizer que não exista, mas, negar isto é fugir à génese do meu mais profundo ser. Essa luta eu já ganhei, e tenho a noção do que perdi ao ganhar essa luta, porque muitas vezes nas vitórias também se perde. Quero pensar no equilibrio das vitórias e não no que possivelmente ficou pelo caminho.
O sonho faz parte de mim, é intrínseco à minha personalidade e sempre me fará crescer, ir mais além.
E vocês? Sonham também? O sonho está presente? Que importância lhe dão?
Para mim, é o desvendar de metas, é orientação para um futuro risonho e de satisfação.
Comentários
Enviar um comentário