Sem filtros, sem perspectivas, sem medos ou fobias, só um ligeiro tremelicar das mãos, um acelerar da pulsação, um ofegante incansável calor e imperceptível que me assola a alma
Tão profundo quanto o por do sol!
Não te ponhas, fica um pouco comigo
Fica
Já disse que podes ficar, eu deixo.
Fica comigo, como se o tempo parasse e como se não houvesse depois,
Até acordar deste momento, olha o por do sol comigo.
Tu queres, eu quero, então deixemo-nos levar por momentos como se o mundo fosse nosso.
Tu és meu, só meu e de mais ninguém.
Deixa que o teu abraço ardente, que o teu coração ofegante se acalme junto a mim.
Estás quente, eu estou quente. Deixa que este momento se descongele sozinho. Juntinhos um do outro, sem tocar-te, como o Sol que se põe e parece tocar no horizonte, deixa que esse toque seja especial, platónico.
Olhando o por do sol, deixa que passa.
Por momentos liga-se o pisca e os corações em sobressaltos, estremecem de ansiedade, deixa que passa.
E um apito, uma buzina de carro, de longe vem relembrar, não tens 15 anos, deixa que passa.
E lá vai o pôr do sol, já se pôs o Sol, amanhã será mais um dia.
Haverá novas lágrimas, novas emoções, mas acima de tudo um novo sorriso para ser visto, um novo por do sol para ser enamorado.
Deixa que passa.
EC
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