Num misto de emoções, lá fui eu por entre estradas e ruelas até ti. Não sabia o que esperar, se estaria certo ou errado, mas algo me dizia para continuar!
A medo lá fui
Deixei o medo da novidade para trás e agarrei coragem por entre as árvores da floresta e segui viagem.
E lá estavas tu, à minha espera como me disseste, sentado. O teu sorriso foi a primeira coisa que vi. De repente, o medo do desconhecido desapareceu e deu lugar àquele sentimento que já te conhecia desde sempre. Nem sei qual a palavra primeira que proferiste, mas sei que fiquei cilindrada pelo teu sorriso. E pensava que não era justo, mas que ao longe e nos meus pensamentos poderia tudo.
Falamos de tudo e de nada, sem medos, nem objetivos. Foi um momento de esconder os desejos e deixar que nada transparecesse à flor da pele. Envolvidas no agora, as nossas mentes mediam as palavras sem descurar o sentimento que a pouco e pouco nos invadia. De repente, como que criança levantaste-te e ao passar, esbarraste ao de leve no meu braço. Todo o meu eu estremeceu. Queria mais...
Ainda sinto o toque da tua mão. E por ele anseio novamente...
Deixei que o sentimento invadisse o meu corpo e do nada, espero tudo.
Não sabia que podia sentir um arrepio até à alma. Já não me lembrava deste sentimento. Deixei-me fechar há muito e por isso é como se fosse a primeira vez. E foi, definitivamente a primeira vez que me tocaste. E eu deixei.
É por isso que as pessoas ficam desesperadas. Habituam-se à rotina, não se deixam surpreender e depois o tempo faz o resto, deixa esquecer. Todavia deixei que a rotina não se instalasse.
Lá depois de mais uns dedos de conversa, durante a luz do Sol, tocaste-me novamente na face. Arrepios até aos músculos, toca-me novamente, só dizia o meu corpo, mas ... não podia ceder
Não podes dar de mais, que depressa cansa e se fechares tudo, não vês a beleza da vida
Incerteza de um futuro que se abate sobre mim.
Volta à realidade e agradece por tudo o que tens, mas acima de tudo permite-te sonhar.
O sonho comanda a vida e é por esse mesmo sonho que lutas e neste momento o meu sonho és tu! Quero-te outra e outra vez! Quero-te agora e amanhã, quero-te mais do que o ar que respiro, e olha que ele me falta faz, mas ainda assim quero-te demais.
Vem ter comigo debaixo daquela árvore e sem medos, deixa-me sentir. Quero sentir as tuas mãos, quero sentir a tua mão na minha face. Deixa que elas descubram todos os centímetros do meu corpo e por elas eu vou esperar.
Se me pedires, eu deixo, basta isso.
É tudo de novo e esta estrada tem muitas lombas, mas lá bem no fundo eu sei que por entre as tempestades da vida, o Sol estará lá para nos aquecer e sei que por momentos, eu vou deixar.
Comentários
Enviar um comentário